Wednesday, February 22, 2017

#DicaPesquisa 37



A dica de hoje pode ser trivial, como me disseram recentemente a respeito de uma outra postagem, mas como me deparo com isso o tempo todo, vou me arriscar a cair na trivialidade.
Desde agosto de 2002 que a ABNT recomenda que as citações no texto sejam feitas no seguinte formato: Paiva ( 2016, p.394) afirma que "a duplicação de mesmo emoji ... “ ou “A duplicação do mesmo Emoji é usada para enfatizar a emoção” (PAIVA, 2016, p.394). No entanto, muita gente boa continua usando *Paiva (2016: 394) e *(Paiva, 2016: 394).
PAIVA, V.L.M.O. A linguagem dos emojis. Trabalhos em Linguística Aplicada. Campinas,  v.2, n. 55, p.379-399, 2016.

Tuesday, February 21, 2017

#DicaPesquisa 36



Muitos manuais de pesquisa ainda sugerem o uso de voz passiva para demonstrar distanciamento do autor e a primeira pessoa do plural para indicar modéstia. Exemplo: “depois de analisados os dados concluímos que...” Hoje não existe mais essa orientação. Há momentos em que o “nós” cai como uma luva, especialmente quando queremos envolver o leitor, exemplo “como podemos ver no quadro x”. Quanto à voz passiva, a dica é “use com moderação”.

Monday, February 20, 2017

#DicaPesquisa 35

É muito comum o pesquisador finalizar seu trabalho de pesquisa e perder o contato com os pesquisados. Isso pode impedi-lo de conferir alguns dados. Assim, sugiro que faça um cadastro dos participantes com telefone, whatsapp, e-mail, facebook, endereço, para que você possa fazer contato, se for necessário, esclarecer alguma informação e também para dar-lhes conhecimento do seu texto final.

Sunday, February 19, 2017

#DicaPesquisa 34



OPINIÃO PESSOAL
Sou contra o modismo de criação de novos termos para substituir termos já consagrados. Três exemplos são: ensinagem, aprendente, ensinante. Sei que meus colegas que usam esses termos pretendem dar novas dimensões a ensino e aprendizagem, aprendiz e professor. Não os condeno. Vejo 5 problemas nessas substituições. (1) Não há na maioria dos textos uma justificativa para essa adoção e o leitor nem sempre sabe o que significam. A primeira vez que li “ensinagem”, lembrei-me de engrenagem e fiquei achando que era ensinar como se fosse uma linha de montagem. O termo definitivamente não nos leva à ideia de ensino+aprendizagem; (2) O sentido não está na palavra e é uma ilusão achar que quem lê esses termos dá a eles a interpretação que o autor quer; (3) As pessoas adoram modismos e alguns passam a adotar os novos termos sem mudar, necessariamente, seus conceitos. Em breve o novo termo se desgasta. (4) O uso desses termos é um problema quando há citação de outros autores. Por exemplo, será que o conceito de professor em uma citação é diferente do de quem adota “ensinante”? O texto vai usar os dois termos sem uma justificativa? (5) Autores traduzidos gostariam de ver seus textos com esses termos nas traduções? Eu ficaria muito incomodada.

Mas se sua opção é pelos novos termos, pelo menos justifique e explique o que essas inovações lexicais significam para ajudar seu leitor. Lembre-se que o jargão de seu grupo nem sempre é entendido pelos que não pertencem à sua igreja.

Em tempo: não me perguntem o que significam por que até hoje não entendi. Já achei explicações diferentes e continuo perdida.

Saturday, February 18, 2017

#DicaPesquisa 33



Sabe quando você copia a citação de um texto em pdf e ele fica todo desformatado. A solução é selecionar o trecho, clicar em “substituir” e escrever  ^p em “localizar”. Em “substituir por”, apenas dê um espaço e, em seguida, clique em “substituir tudo”.
Ao terminar, vai aparecer a pergunta se é para continuar, marque não para evitar perder a formatação do resto do documento. Veja a imagem para entender melhor.

Friday, February 17, 2017

#DicaPesquisa 32

Cuidado com o achismo. Afirmações precisam de comprovação. Evite fazer generalizações se você não pode se apoiar em alguma pesquisa. Por exemplo. Não diga que a maioria dos professores não utiliza tecnologia em sala de aula. Pode até ser verdade, mas é um achismo. Se for verdade, cite a fonte.

Thursday, February 16, 2017

#DicaPesquisa 31


Cuidado com o autoplágio. Ao gerar artigos ou capítulos de livros de sua pesquisa de pós-graduação, não se esqueça de avisar o leitor que o que ele vai ler é uma síntese de sua dissertação ou tese. Confesso que, no início de minha carreira acadêmica, eu mesma cometi esse erro. Confira as “diretrizes básicas para a integridade na atividade científica” em http://cnpq.br/diretrizes . O item 7 diz: “Para evitar qualquer caracterização de autoplágio, o uso de textos e trabalhos anteriores do próprio autor deve ser assinalado, com as devidas referências e citações.”

Lembre-se também que seu orientador não é coautor desses trabalhos, a não ser que haja contribuições com novos conteúdos e análises. Nesse caso, na introdução, avise ao leitor que o trabalho é fruto de sua dissertação ou tese com o acréscimo de novas contribuições do segundo autor. Resista à pressão para promover falsa coautoria. Isso tem nome: falsidade ideológica. Em tempo: não sou contra coautoria. Tenho várias, todas reais.

Vejam os itens 17 e 18 do documento acima citado: “17.Somente as pessoas que emprestaram contribuição significativa ao trabalho merecem autoria em um manuscrito. Por contribuição significativa entende-se realização de experimentos, participação na elaboração do planejamento experimental, análise de resultados ou elaboração do corpo do manuscrito. Empréstimo de equipamentos, obtenção de financiamento ou supervisão geral, por si só não justificam a inclusão de novos autores, que devem ser objeto de agradecimento.
18.  A colaboração entre docentes e estudantes deve seguir os mesmos critérios. Os supervisores devem cuidar para que não se incluam na autoria estudantes com pequena ou nenhuma contribuição nem excluir aqueles que efetivamente participaram do trabalho.  Autoria fantasma em Ciência é eticamente inaceitável.